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É Natal... mais uma vez é Natal...

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  É Natal... mais uma vez é Natal... e todos nós vivemos intensamente este momento de magia.  Neste Natal de 2021, nada melhor que, em segurança, podermos juntar todos aqueles que muito amamos e festejar o verdadeiro sentido de natal que é a partilha e a alegria de estarmos juntos.  Que a Estrela de Natal ilumine os nossos corações e faça com que o ano de 2022, seja um ano, onde reine a Esperança, que as nossas vidas voltem a retomar a normalidade de que precisam e a vontade de construirmos, todos juntos, um mundo melhor. Que seja um ano, onde a palavra Solidariedade seja uma constante.... Estes são os votos do CASCI, para todos os colaboradores, associados e comunidade em geral. Feliz Natal.   Felisbela Bernardo - Presidente do CASCI

E de repente já estamos na “Terceira Idade…”

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    Mas afinal o que se entende por “Terceira Idade”? A partir de que momento na nossa vida passamos a pertencer a este grupo etário? Será esta fase marcada por um acumular de incapacidades? Será este um período apenas para descansarmos? Fala-se atualmente do envelhecimento como um estado que qualificamos como “terceira idade” ou “quarta idade”. Envelhecer é um processo, desta forma não nos é possível escolher a sua data de início, pois, na verdade, este começa a partir do momento em que nascemos. É um processo que afeta todos os seres vivos, e o seu termo natural é a morte. O envelhecimento, para além dos aspetos relacionados com as alterações biológicas e psicológicas, é um processo determinado pela cultura e contexto social, em que estamos integrados/as. Associados à velhice surgem muitas vezes estereótipos e preconceitos, que afetarão, tanto a forma de lidar com as pessoas idosas, como a forma de estas se percecionarem. Neste sentido, a questão que devíamos colocar...

Comprar também pode ser ajudar

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  O consumo de bens e serviços permite a satisfação das necessidades mais, ou menos, básicas para a sobrevivência. Os bens consumidos podem ser produzidos por quem os consome (como por exemplo, quando se pratica a pequena agricultura doméstica ou se costura a própria roupa) ou pela aquisição, ie, pela compra dos mesmos. Centremo-nos contudo na compra de bens e serviços, já que esta se assume atualmente como a forma mais comum de aceder aos bens e serviços tidos como necessários. E se o ato de comprar pode traduzir o dinamismo e desenvolvimento económico de uma sociedade, também é verdade que o seu potencial impacto em termos sociais e ambientais não pode, e não deve, ser descurado. Está pois nas nossas mãos, enquanto consumidores/as, fazer escolhas mais solidárias e amigas das pessoas e do ambiente. Quando compramos no comércio local, aos/às pequenos/as produtores/as, estamos a promover a economia local, contribuindo para a fixação das pessoas nas suas localidades de origem e p...

Foi notícia esta semana…

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  De acordo com os dados da PORDAtA (Base de Dados de Portugal Contemporâneo), relativos a 2019, 1,6 milhões de pessoas a residir em Portugal vivem abaixo do limiar da pobreza. Foi também reforçado que estes números já são bastante superiores, consequência da Pandemia que enfrentámos. São números assustadores, que traduzem uma realidade com a qual boa parte da população não contacta e, para a qual estes números são apenas isso mesmo, números. Para quem trabalha diariamente no âmbito da ação social, estes números são crianças, famílias monoparentais e pessoas idosas, muitas vezes sem qualquer solução ou capacidade para modificar as suas carências, são o desespero de quem chega a meio do mês e não tem o que comer. Para a grande maioria destas pessoas pagar as suas obrigações, como a renda, água, gás e eletricidade, são a primeira prioridade, são os seus compromissos para com o “outro” e resultam na quase imediata e total delapidação dos seus rendimentos mensais, tratando como s...

Benefícios gerais da Atividade Aquática na pessoa com deficiência ou incapacidade

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    Benefícios físicos e psicológicos proporcionados pelas atividades aquáticas têm sido largamente referidos ao longo dos séculos. As características deste meio permitem trabalhar o corpo e mente de um modo suave e leve, transmitindo ao/à paciente uma sensação de prazer. A flutuabilidade do meio aquático com consequente diminuição do impacto da gravidade tem sido preponderante como meio de reabilitação, oferece maior equilíbrio e amplitude de movimento aos músculos debilitados para desempenhar a mesma tarefa em terra. Com impacto fisiológicos positivos no sistema articular muscular, nos tecidos moles, na redução de peso, assim como no coração e sistema vascular permite obter resultados rápidos de modo agradável para o/a paciente. Além de trabalhar o corpo de modo global tem por outro lado efeitos psicológicos positivos na autoestima, no relaxamento e no sono. Diversas técnicas de reabilitação no meio aquático, aplicadas nas Pessoas com os diversos tipos de deficiências/...

Reflexões de uma Educadora de Infância

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    Um dia, estávamos a brincar com a massinha…. explorávamos as diferentes formas que podemos criar, até que eu fiz um golfinho. Claro que o entusiasmo dominou o grupo e todas as crianças queriam que eu lhes fizesse um golfinho. Depois de concluir alguns, eu sugeri: “Agora façam vocês!”. Do outro lado ouvi: “Mas eu não sei!!”. Respondi: “Tenta!”. Durante uns minutos predominou o silêncio e os olhares para a massinha. Até que ouço: “Faz-me um Leão!” alguém pede. “Um Leão? Não sei!...” respondo. Qual não foi o meu espanto, quando me responde: “Tenta!”. Pois é, quantas vezes nós, pessoas adultas, somos tão exigentes com as nossas crianças e não paramos para pensar que também nós temos fragilidades e obstáculos para ultrapassar. Desde esse dia, questiono, enquanto Educadora, como orientar as minhas crianças para que consigam lidar com novos desafios, colocando-me sempre no lugar delas, que todos os dias me inspiram e me fazem ter sempre presente a prática da empatia. Mais...

Aqui, que ninguém nos ouve!

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  À hora marcada, o gabinete enche-se   de histórias, de alegrias, de entusiasmo, de novidades… Das pequenas conquistas   com sabor Hercúleo: “Terapeuta, já consigo levar o garfo à boca!”; “Ontem, consegui levantar-me sozinho da cadeira!”; “Hoje, andei sozinha, não precisei de ajuda!”. Mas, à mesma hora marcada, o gabinete enche-se de introspeção, de catarses de vida, de acertos e desacertos, de arrependimentos, como se de um confessionário se tratasse, um encontro com a própria consciência, ali, onde ninguém nos ouve! Verdadeiro engano quem julga, que introspeção ou catarse de vida é só do pessoal mais velho, no fim de vida.   Ainda recordo o dia em que, à hora marcada, a porta do gabinete se abriu e uma jovem senhora saudou-me com um abraço choroso, de um choro da alma, prolongado, que durou metade do tempo da sessão.   Estava imobilizada pelos braços e pela emoção, desconhecia as reais intenções da utente. Nada mais podia fazer, somente retribuir o a...