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E agora, o que fazer para o jantar?

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  A vida como a nós conhecemos atualmente é sem dúvida algo muito diferente daquilo que representava a forma como convivíamos em momentos pré-pandemia. Esta situação pandémica veio, por um lado, expor várias fragilidades e, por outro lado, criar desafios que nós, enquanto espécie, devemos saber superar. A recente decisão do governo de encerramento dos serviços de restauração aos fins-de-semana em horário posterior as 13 horas terá sem dúvida efeitos nas escolhas alimentares dos/as Portugueses/as, podendo limitar ou criar dificuldades na diversificação de ementas para a família. Assim, elaboramos um conjunto de diretrizes para criar uma maior facilidade de planificação de ementas e fundamentalmente evitar o desperdício alimentar. FAÇA UM ESBOÇO DA SUA EMENTA SEMANAL – Esta planificação é sem dúvida importante, porque permite de uma forma ordeira ter uma maior consciência das escolhas alimentares e promove uma maior variedade de alternativas. Assim, tente variar sempre em três aspet...

As vivências do Luto

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  O luto, muitas vezes associado ao conceito de morte, continua nos dias de hoje a ser considerado um assunto tabu; a pressa de existir faz-nos muitas vezes evitar pensar na morte. A morte sempre foi um acontecimento temido, assim como a forma de morrer, questões nas quais continuamos a preferir evitar pensar. Contudo, perante o cenário de Pandemia Sars-Cov19 que vivemos atualmente, a nível mundial, somos diariamente bombardeados/as com estatísticas e notícias diárias de números de mortes registadas, o que torna este assunto o tema do dia. O Ser Humano procura de forma natural estabelecer laços afetivos mais fortes com determinadas pessoas, nomeadamente as relações que se estabelecem entre pais/mães-filhos/as, com os/as parceiros/as amorosos/as, os/as colegas de escola e trabalho, entre outras. Segundo alguns estudos, a necessidade de vinculação do Ser Humano é uma necessidade instintiva de sobrevivência, assim como a satisfação de outras necessidades básicas, como comer. A intensi...

Sê a mudança!

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    Em tempos conturbados como os que vivemos, é fácil olhar para o lado e pensar que a outra pessoa é que podia fazer diferente. E é nisso que com frequência focamos a nossa atenção e a nossa energia –a outra pessoa não cumpriu as regras, o Estado não decidiu da melhor forma, o mundo é cheio de injustiças e não faz diferença o que eu, enquanto ser único e individual, possa fazer. Nada mudará apenas com o meu comportamento, é uma gota num vasto oceano!... Certo? Discordo!... Sugiro uma abordagem diferente, um legado deixado por Mahatma Gandhi – que sejamos a mudança que desejamos ver no mundo, porque a mudança começa com o nosso exemplo! Nos tempos difíceis e desafiantes que vivemos, vamos cumprir as regras – usar máscara, manter distanciamento social, praticar etiqueta respiratória, higienizar as mãos. Ao aplicar estas simples medidas no nosso dia-a-dia, mostramos respeito por nós, pelas outras pessoas, por quem nos governa e nem sempre sabe como gerir esta situação tão c...

SARCOPENIA: A NUTRIÇÃO ENQUANTO FATOR CRUCIAL DE SAÚDE NA POPULAÇÃO IDOSA

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  O envelhecimento é um processo natural no ser humano e facilmente identificável por qualquer pessoa. Mas é importante referir que este acarreta consigo uma condição muitas vezes menosprezada: a sarcopenia.   A sarcopenia consiste na perda progressiva e generalizada de massa e força muscular, conduzindo à deterioração do desempenho físico. Se não houver uma prevenção precoce, esta condição pode conduzir à perda da independência funcional e à dificuldade para realizar as normais atividades do dia-a-dia (ex.: pegar um objeto do chão, subir uma escada ou mesmo sentar e levantar).   O aumento do stress oxidativo devido à acumulação de radicais livres, a ingestão nutricional inadequada, o sedentarismo, o aumento da apoptose e disfunção mitocondrial nas fibras musculares, os processos neurodegenerativos e a redução dos níveis de hormonas anabólicas são apenas alguns dos fatores decorrentes do envelhecimento que são responsáveis por esta condição. Mas então será possível p...

Da janela do meu trabalho, vejo…

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  Da janela do meu trabalho, vejo… “ Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.”(Buda)   Da janela do meu trabalho… vejo que a felicidade não depende da condição física ou mental, vejo uma paciência acrescida para realizar atividades quotidianas consideradas simples, tais como respirar, andar, comunicar… Vejo uma capacidade imensa de desvalorizar coisas pequenas, como aquilo que não se consegue fazer, e vejo pessoas a aproveitar cada dia como se fosse o último, os raios de sol, o café, a sesta, o exercício físico, o afeto… Vejo uma naturalidade tão grande em aceitar ajuda do próximo, em se aceitar a si mesmo/a, não seguindo os padrões das restantes pessoas. Vejo uma completa falta de necessidades de se enquadrarem na sociedade, simplesmente vivem a vida, talvez seja isso que os/as torna mais livres e felizes. Temos que encarar a deficiência com mais respeito e como uma possibilidade de aprendizagem. “ A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser huma...

Famílias e Pré-Escolar – uma parceria fundamental

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  O que é educação? Educação tem diferentes significados, entre os quais a transmissão de hábitos, valores e tradições às gerações mais jovens. A educação pré-escolar constitui-se como a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida e complementa a ação educativa da família, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança com vista à sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre, solidário e participativo. Tendo em conta que mães/pais /famílias e estabelecimentos de ensino pré-escolar contribuem para a educação das crianças, é fundamental que exista uma relação de profunda cooperação entre ambos.   O que é educar? As mães/Os pais são educadoras/es? Educar é acompanhar e influenciar, de alguma forma, o desenvolvimento da aprendizagem, das capacidades físicas e intelectuais. Há autores entendem que toda a atuação familiar é educativa e para ilustrar esta ideia, podemos referir a reação de mães/ pais ao comport...

Bem me quer, mal me quer...

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Muitas vezes ouvimos expressões tais como: "o consumo de drogas é que faz com que seja violento/a", "a Lei não me pode ajudar e a Polícia não está interessada", "só as mulheres de meios sociais desfavorecidos sofrem de violência doméstica", "quanto mais me bates mais gosto de ti", "há mulheres que provocam os maridos, não admira que eles se descontrolem", "têm que aguentar para não terminar o casamento", "entre marido e mulher não se mete a colher", "a lei protege as pessoas LGBTI e a Polícia não quer saber", entre tantas outras. A Violência Doméstica está envolta de alguns mitos, que têm servido para "desculpar" a violência e o/a agressor/a e "culpabilizar" a vítima. Estes mitos dificultam a procura de ajuda por parte da vítima e contribuem para a falta de compreensão de terceiros/as sobre as reais questões que estão no cerne da vitimação. A violência doméstica diz respeito a determinad...