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Qual a importância de uma vacina? Estarão os/as nossos/as utentes protegidos/as?

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  A vacina é uma das mais importantes ferramentas utilizadas em intervenções de saúde pública para prevenir e controlar doenças, com impacto direto na redução da morbilidade e mortalidade. Portugal tem uma ampla cobertura vacinal noutras doenças que não a COVID19 com efeitos altamente benéficos para a saúde pública. A vacinação contra a COVID19 é a forma mais eficaz de impedir a contaminação e o surgimento de novas variantes do coronavírus. Apenas a imunização em massa protege todas as pessoas da comunidade e diminui o risco de contágio. Vemos diariamente nos media que a população portuguesa aderiu fortemente à vacinação, no entanto, nalgumas faixas essa adesão é ainda inferior àquilo que a DGS – Direção Geral da Saúde recomenda. O apelo à vacinação de todas/os as/os cidadãs/ãos surge principalmente com o mote que a imunização completa contra o Coronavírus protege não apenas a própria pessoa, mas também toda a sociedade. Por este motivo é importante que todas/os as/os cida...

O Paradoxo da Obesidade nas pessoas idosas – Que Linha Separa a Saúde da Doença?

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  A obesidade é considerada uma doença cujo diagnóstico é feito com base no índice de massa corporal (IMC), isto é, a relação entre o peso e a altura, quando este se afigura igual ou superior a 30 kg/m 2 . Atualmente sabe-se que a obesidade é um fator de risco para vários problemas de saúde, potenciando o risco cardiovascular e, inclusivamente, a mortalidade. E nas pessoas idosas, será mesmo assim? Em 2002, surge o conceito de “paradoxo da obesidade”, que se refere ao efeito protetor que a obesidade pode ter nas pessoas idosas ou pacientes com doença crónica, estando até associada a uma diminuição da mortalidade. Este efeito é relativamente simples de perceber. Em situações de quedas, por exemplo, o tecido adiposo poderá constituir uma barreira protetora e prevenir fraturas ósseas, que, nesta idade, são tão difíceis de reverter. É também indubitável que uma maior percentagem de tecido adiposo confere maior proteção contra o stress fisiológico, por proporcionar reservas nutricionais...

Será fácil cuidar?

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  Ser Ajudante de Ação Direta nem sempre é fácil. Há muitos constrangimentos, dificuldades e exigências quando se cuida de outra pessoa. Quando se trata de cuidar de alguém com deficiência ou incapacidade, as necessidades tornam-se diferentes, mas igualmente exigentes. Porém, é uma tarefa especial e os/as Ajudantes de Ação Direta do Lar Residencial têm sido extraordinários/as no serviço que prestam. Mostram dedicação, disponibilidade, vocação e sobretudo muito amor. Amor, carinho, afeição, delicadeza, ternura, meiguice e proteção àqueles/as que lhes são confiados/as. Fazem um trabalho extraordinário, dão-se aos/às utentes, cumprem as exigências que lhes são pedidas e ainda conseguem sorrir, brincar e entregar-se à sua profissão, mesmo quando os dias são menos bons e pouco compensatórios. E é por causa da sua entrega à profissão e aos seus “meninos” e às suas “meninas” que continuam apesar das dificuldades, que arregaçam as mangas, se dão totalmente e são excelentes prestadores/as d...

É Natal... mais uma vez é Natal...

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  É Natal... mais uma vez é Natal... e todos nós vivemos intensamente este momento de magia.  Neste Natal de 2021, nada melhor que, em segurança, podermos juntar todos aqueles que muito amamos e festejar o verdadeiro sentido de natal que é a partilha e a alegria de estarmos juntos.  Que a Estrela de Natal ilumine os nossos corações e faça com que o ano de 2022, seja um ano, onde reine a Esperança, que as nossas vidas voltem a retomar a normalidade de que precisam e a vontade de construirmos, todos juntos, um mundo melhor. Que seja um ano, onde a palavra Solidariedade seja uma constante.... Estes são os votos do CASCI, para todos os colaboradores, associados e comunidade em geral. Feliz Natal.   Felisbela Bernardo - Presidente do CASCI

E de repente já estamos na “Terceira Idade…”

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    Mas afinal o que se entende por “Terceira Idade”? A partir de que momento na nossa vida passamos a pertencer a este grupo etário? Será esta fase marcada por um acumular de incapacidades? Será este um período apenas para descansarmos? Fala-se atualmente do envelhecimento como um estado que qualificamos como “terceira idade” ou “quarta idade”. Envelhecer é um processo, desta forma não nos é possível escolher a sua data de início, pois, na verdade, este começa a partir do momento em que nascemos. É um processo que afeta todos os seres vivos, e o seu termo natural é a morte. O envelhecimento, para além dos aspetos relacionados com as alterações biológicas e psicológicas, é um processo determinado pela cultura e contexto social, em que estamos integrados/as. Associados à velhice surgem muitas vezes estereótipos e preconceitos, que afetarão, tanto a forma de lidar com as pessoas idosas, como a forma de estas se percecionarem. Neste sentido, a questão que devíamos colocar...

Comprar também pode ser ajudar

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  O consumo de bens e serviços permite a satisfação das necessidades mais, ou menos, básicas para a sobrevivência. Os bens consumidos podem ser produzidos por quem os consome (como por exemplo, quando se pratica a pequena agricultura doméstica ou se costura a própria roupa) ou pela aquisição, ie, pela compra dos mesmos. Centremo-nos contudo na compra de bens e serviços, já que esta se assume atualmente como a forma mais comum de aceder aos bens e serviços tidos como necessários. E se o ato de comprar pode traduzir o dinamismo e desenvolvimento económico de uma sociedade, também é verdade que o seu potencial impacto em termos sociais e ambientais não pode, e não deve, ser descurado. Está pois nas nossas mãos, enquanto consumidores/as, fazer escolhas mais solidárias e amigas das pessoas e do ambiente. Quando compramos no comércio local, aos/às pequenos/as produtores/as, estamos a promover a economia local, contribuindo para a fixação das pessoas nas suas localidades de origem e p...

Foi notícia esta semana…

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  De acordo com os dados da PORDAtA (Base de Dados de Portugal Contemporâneo), relativos a 2019, 1,6 milhões de pessoas a residir em Portugal vivem abaixo do limiar da pobreza. Foi também reforçado que estes números já são bastante superiores, consequência da Pandemia que enfrentámos. São números assustadores, que traduzem uma realidade com a qual boa parte da população não contacta e, para a qual estes números são apenas isso mesmo, números. Para quem trabalha diariamente no âmbito da ação social, estes números são crianças, famílias monoparentais e pessoas idosas, muitas vezes sem qualquer solução ou capacidade para modificar as suas carências, são o desespero de quem chega a meio do mês e não tem o que comer. Para a grande maioria destas pessoas pagar as suas obrigações, como a renda, água, gás e eletricidade, são a primeira prioridade, são os seus compromissos para com o “outro” e resultam na quase imediata e total delapidação dos seus rendimentos mensais, tratando como s...